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Tecnologias móveis no SUS: oficina discute com gestores e técnicos implantação de projeto piloto

Inovações para SUS em 26 de junho de 2018
Agente comunitários de saúde poderão usar tecnologia mobile no trabalho.

Na Atenção Básica o agente comunitário de saúde é aquele que está mais próximo da população, ele é elo entre o serviço de saúde e a comunidade, e o trabalho desses profissionais contribui diretamente para a Estratégia de Saúde da Família do Sistema Único de Saúde (SUS). Pensando nisso, o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) realizou nos dias 25 de junho e 3 de julho, no auditório do Tecnocentro, das 9 às 16h, a Oficina de Trabalho do Projeto Piloto “Incorporação de Tecnologias Móveis à Rotina de Trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde e Análise dos Dados da Saúde da Família, em tempo real, no Estado da Bahia”.

Elaborado em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e a Secretaria de Saúde do Município de Camaçari (Sesau), o projeto consiste na incorporação de tecnologias móveis a serem utilizadas pelos agentes comunitários de saúde para coleta de dados e obtenção de informações da população. Tais dados podem servir para o planejamento de ações em saúde ajustadas à microárea de sua atuação. Com isso, também a gestão passa a ter dados diferenciados e pode obter informações por microáreas (bairros e ruas), até então inexistentes.

Outro ganho é que tanto o município quanto o estado conseguirão com mais precisão visualizar problemas de saúde dos municípios para planejar e apoiar a rede de atenção básica estadual. Uma vez que “hoje o estado não recebe dados dos municípios, eles são enviados diretamente para o Ministério da Saúde”, explicou o pesquisador do Cidacs, Roberto Carreiro, coordenador da Plataforma Tecnologias e Inovações para o SUS.

O analista de sistemas Charles Paim, da Prodeb, mostrou como já foi feita a estrutura do aplicativo que será disponibilizado em um tablet para cada agente comunitário. A companhia demonstrou  todos os campos de informação das fichas de coleta, que já são preenchidas pelos agentes comunitários. Na versão digital, defende ele, há um conjunto de vantagens, a exemplo do preenchimento automático de uma série de campos, o que ajuda na vinculação de dados e otimiza o trabalho do agente.

Além disso, o fornecimento de dados contribui na visualização de problemas de saúde, permitindo que sejam feitas consolidações e análises de dados sobre a estrutura do domicílio, renda, escolaridade e condições de saúde. Tudo elaborado a partir de pesquisas que consideram não apenas as doenças, mas os determinantes de saúde e o olhar particular dos agentes comunitários de saúde, instrumentalizando os demais membros da equipe de saúde da família e os gestores para seu planejamento.

Profissionais da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia também estiveram presentes na oficina. O coordenador da Área de Avaliação e Monitoramento da Sesab, Pedro Diaz destacou a importância da ação para melhorar os indicadores de saúde dos municípios. Já o coordenador da Atenção Básica da Sesab, Cristiano Soster, comentou que o ponto de partida para a equipe de Camaçari deve ser identificar as informações prioritárias que necessitam para apoiar seu trabalho de gestão.

Participaram do evento gestores do Departamento de Atenção Básica, do Centro de Tecnologia e da Coordenação de Gestão do Trabalho, Educação e Humanização da Secretaria de Saúde do município, pesquisadores da Universidade Federal da Bahia e do Cidacs, além de agentes comunitários de saúde.

Piloto

O projeto piloto será implantado no município de Camaçari, a partir de setembro, em três unidades de Saúde da Família (Fonte da Caixa, Barra do Pojuca e Novo Horizonte). O piloto durará seis meses, atingindo cerca de 12 mil pessoas. As unidades foram escolhidas para representar realidades distintas do município e da própria realidade de cada unidade e entre outros critérios de elegibilidade está a existência de duas equipes completas na unidade. Uma das abordagens da pesquisa consiste em dar acesso a nova metodologia e instrumental tecnológico a apenas uma das equipes da unidade. Desse modo permitirá a comparação entre o tempo de registro e qualidade de dados, por exemplo. Entre os temas prioritários de pesquisa com os dados obtidos no piloto, estão saúde mental, diabetes e esporocotricose.

Rede PMA da Fiocruz

A pesquisa é um dos projetos que integra a Rede de Políticas Públicas, Modelos de Atenção e Gestão em Saúde para o Sistema Único de Saúde (Rede PMA) da Fiocruz, que tem como papel estratégico a construção de redes de ações em pesquisa, comunicação e de estratégias gerenciais que contribuam para a aplicação de soluções no campo das políticas públicas, modelos de atenção e gestão à saúde, nas dimensões coletiva e individual.

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