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Contextualização é chave para pesquisas de avaliação de políticas

Dados em 9 de novembro de 2018

Baseados em observações que envolvem métodos quantitativos e qualitativos, os professores da Universidade de Glasgow Laurence Moore e Sharon Simpson apresentaram a palestra “Evaluation of complex Public Healh interventions” na terça-feira, dia 6 de novembro, no auditório do Tecnocentro. O evento reuniu pesquisadores da área de avaliação e mostrou que para avaliação de intervenções complexas é preciso observar a sinergia entre os fatores envolvidos e contextualizar qualitativamente os conhecimentos acadêmicos com a vida prática da população.

Os professores mostraram que uma intervenção complexa é aquela que envolve diferentes componentes e tais diretrizes podem ser interdependentes e independentes. Para exemplificar, Moore e Simpson mostram como foram feitas avaliações de políticas de redução do tabagismo, do consumo de alimentos açucarados e industrializados nas escolas e de incentivo ao exercício físico. Tais exemplos serviram para ilustrar que não apenas ações pontuais, como o efeito da retirada dos alimentos nocivos nas escolas, bem como estudos do processo de intervenção são necessários.

Destaca-se também a mudança do paradigma tradicional da avaliação voltada ao seu efeito sobre desfechos e recomendou-se um olhar direcionado a avaliação do próprio processo de intervenção como objeto de estudo.
Um dos primeiros passos apontados é o enquadramento das diferentes questões temáticas que envolve uma situação de saúde, identificando os mecanismos que influenciam a ocorrência do problema, depois a descrição das variáveis e dos protocolos, a comparação das intervenções entre si que utilizaram protocolos semelhantes, para, enfim ser feita a determinação se uma intervenção pode ser reaplicada.

Outro importante fator apontado pelos estudiosos é que as políticas públicas são, no geral, construídas por pesquisadores com pouco engajamento prático e que isso deve ser considerado no processo de avaliação. Por isso, é preciso que os mecanismos propostos na intervenção sejam analisados numa “realistic evaluation” que considere o contexto.
Apresentação completa abaixo:

Pesquisadores

Sharon Simpson lidera duas correntes de trabalho dentro do Instituto de Saúde e Bem-Estar da Universidade de Glasgow. O foco da pesquisa é desenvolvimento e avaliação de intervenções complexas com forte enfoque nos métodos, para observar diversos fatores que influenciam na saúde e comportamento, visando traduzir esses entendimentos em novas intervenções.

Laurence Moore é diretor do Conselho de Pesquisa Médica da Unidade de Ciências Sociais e Ciências da Saúde Pública do Instituto Científico-Geral da Universidade de Glasgow. Moore é cientista social e estatístico com um interesse particular no desenvolvimento e avaliação de intervenções para melhorar a saúde pública.

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