Coorte de 100 Milhões de Brasileiros
Vigência: Início 01/06/2022
Status: Em Andamento
Coordenação: Alastair Leyland, Mauricio Barreto.
Equipe: Gervásio Ferreira dos Santos, Dandara Ramos, Bethânia de Araújo Almeida, Roberto Andrade, Adalton dos Anjos, Maria Yury Ichihara.
Financiamento: National Institute for Health and Care Research (NIHR)
Instituições envolvidas: Fiocruz; University of Glasgow; UFBA; UCL Institute of Child Health; UFMG; Universidad Internacional del Ecuador (UIDE); Pontificia Universidad Católica del Ecuador; Sureste Efectclin CIA Ltda; St George's, University of London; London School of Hygiene & Tropical Medicine; University of Birmingham
Desigualdades em saúde são comuns no Brasil e no Equador, e são consequências dos determinantes sociais da saúde – as condições em que as pessoas nascem, crescem, trabalham, vivem, envelhecem e morrem. Levando em conta que diversos fatores ambientais, incluindo a urbanização e a emergência climática, exercem grande impacto sobre as populações vulnerabilizadas, os sistemas de saúde precisam estar atentos e responder a essas ameaças.
Uma das medidas adotadas pelos governos para reduzir o impacto da pobreza são as políticas de transferência de renda – no Brasil, o Programa Bolsa Família, por exemplo. Da mesma forma, políticas ambientais para proteger o meio ambiente também podem ser introduzidas no intuito de reduzir os efeitos prejudiciais na vida da população mais pobre. Mesmo que essas ações não tenham a melhoria da saúde como objetivo principal, elas podem ter grandes impactos na saúde e nas desigualdades em saúde.
Essa Unidade de Pesquisa investigará quais políticas nesses países impactam a saúde da população, tentando compreender se tiveram maior impacto em grupos vulneráveis (definidos por eixos como renda, etnia, raça, sexo, geografia, migração, urbanicidade e privação), e como a organização do sistema de saúde (particularmente em relação à cobertura, acesso e qualidade) poderia otimizar impactos positivos na saúde.
Tomando como base a experiência pré-existente dos pesquisadores e instituições componentes, a Unidade pretende ser líder global na temática, tendo a América Latina como foco. Para isso, integrará os bancos de dados já existentes para avaliar o impacto das políticas sociais e ambientais na saúde e nas desigualdades em saúde e até que ponto elas podem ser afetadas pelo sistema de saúde. As atividades envolverão o desenvolvimento de recursos de dados, a criação de índices de privação, o envolvimento com públicos diretamente relacionados às questões de pesquisa, entre outras ações.