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Impacto dos determinantes sociais e das transferências de renda e seus mecanismos na saúde mental dos jovens: uma abordagem integrada, retrospectiva e prospectiva, utilizando a Coorte de 100 milhões de brasileiros

Impacto dos determinantes sociais e das transferências de renda e seus mecanismos na saúde mental dos jovens: uma abordagem integrada, retrospectiva e prospectiva, utilizando a Coorte de 100 milhões de brasileiros

Vigência: Início 09/12/2021

Status: Em Andamento

Coordenação: Daiane Machado, Mauricio Barreto.

Pesquisador(a) Responsável: Daiane Machado.

Equipe: Luís Fernando Araújo, Elisângela da Silva Rodrigues, Flávia Jôse Alves, Mauricio Barreto.

Financiamento: National Institutes of Health (NIH)

Instituições envolvidas: Cidacs - Fiocruz Bahia; Harvard University.

Neste projeto, iremos avaliar o efeito dos determinantes sociais nas hospitalizações relacionados à saúde mental e suicídio de jovens, testar mecanismos e caminhos causais de uma intervenção socioeconômica nacional e examinar o efeito do momento da intervenção durante o curso de vida. Por exemplo, investigar se as transferências de renda durante o início da vida podem contribuir para melhores resultados ao longo do tempo.

Este projeto também investigará o efeito da transferência de renda em grupos vulneráveis (pessoas com renda mais baixa, população negra e mulheres). Avaliaremos determinantes sociais e a associação entre ser beneficiários do programa de Transferência Condicional de Renda, Programa Bolsa Família (PBF), e doença mental e seus efeitos de longo prazo usando metodologias robustas para grandes conjuntos de dados.

Testaremos mecanismos e caminhos causais entre o PBF e as hospitalizações relacionadas aos problemas de saúde mental e suicídio entre jovens usando Modelagem de Equações Estruturais –  grupo de modelos estatísticos que busca explicar as relações entre múltiplas variáveis. Além disso, realizaremos microssimulações para gerar projeções sobre como serão as hospitalizações relacionadas à saúde mental e as tendências de suicídio no futuro, com base no estado atual, e como os cenários de implementação do PBF afetarão essas tendências.

Os resultados deste projeto serão de vital importância para orientar políticas e programas para melhorar a saúde mental e reduzir as hospitalizações relacionadas à saúde mental e o suicídio em jovens. Ele fornecerá informações importantes para melhorar a eficácia de programas em todo o mundo. Finalmente, os resultados poderão contribuir para o debate global sobre a resposta econômica à pandemia em tempos de crise econômica. Se as transferências de renda puderem diminuir os problemas de saúde mental entre os jovens e reduzir o suicídio, isso poderá trazer um impacto drástico ajudando a salvar vidas.

Objetivos

Geral: Os resultados deste projeto inovador poderão informar sobre os esforços nacionais necessários para prevenir transtornos mentais entre jovens de comunidades de baixa renda no Brasil por meio do aumento de intervenções econômicas. Nossas descobertas também poderão ser relevantes para outros países de renda média-baixa que enfrentam desafios similares, como os resultantes das consequências econômicas da pandemia Covid-19, para gerenciar problemas de saúde mental entre os jovens e reduzir as disparidades em acesso à saúde mental.

Específicos:

  1. Usar grandes bases de dados nacionais para avaliar o efeito de um amplo leque de determinantes sociais e de uma intervenção socioeconômica na saúde mental dos jovens.
    2. Testar quatro mecanismos (redução de transtorno mental dos pais; aumento da retenção escolar; redução da exposição à violência; diminuição da impulsividade) da intervenção socioeconômica na redução da doença mental entre os jovens.
    3. Avaliar se a equidade é um moderador da eficácia do programa de transferência de renda, por exemplo, se o programa de transferência de renda brasileiro melhora a vida dos subgrupos mais vulneráveis (pessoas com renda mais baixa, população negra e mulheres) em comparação com grupos menos vulneráveis, reduzindo assim as disparidades em saúde mental.
    4. Investigar as exposições no início da vida, aspectos intergeracionais e prever o impacto das mudanças socioeconômicas e dos efeitos de mitigação das transferências de renda no Brasil até 2030 utilizando modelos de microsimulação, também modelando o impacto da atual recessão econômica relacionada ao Covid-19.

 

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