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Cidacs reúne equipe de pesquisa multidisciplinar para projeto em Farmacovigilância

“O problema dos Efeitos Adversos a Medicamentos é um problema ainda muito desconhecido no Brasil”, disse o pesquisador associado ao Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (Cidacs/Fiocruz), Djanilson Barbosa, durante a 4ª Oficina de Trabalho Farmacovigilância, realizada, de 11 a 13 de abril, pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (Cidacs/Fiocruz), no Auditório do Tecnocentro. Essa constatação é apenas um dos desafios que uniu o Cidacs a mais sete instituições de pesquisa do Brasil para, a partir da ciência de dados, enfrentarem o problema dos Efeitos Adversos aos Medicamentos (EAM).

Há um ano essa parceria vem elaborando um projeto multidisciplinar, para atender ao desafio proposto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que consiste em integrar e utilizar dados de farmacovigilância, de diferentes bases de dados, sejam eles os sistemas clássicos de notificações ou inovadores como redes sociais e sites de saúde, considerando as limitações do atual sistema de registro de notificações (Notivisa), bem como a legislação atual do país.

“Não temos nada de estatística no campo da farmacoepidemiologia”, destacou o pesquisador, também professor de epidemiologia na Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), afirmando que não existem dados que revelam a quantidade de pessoas que adoeceram após o uso de medicamentos. Então, como lidar com um problema que a Anvisa entende como grave problema de saúde pública, mas que não se tem dimensão? Para conseguir dar conta da demanda, o grupo foi dividido em 12 pacotes de trabalho. Todos os pacotes se integram de diferentes formas. Para alinhar bases de dados, alinhar comunicação e conceitos. O professor Djanilson lidera dois dos pacotes e vai trabalhar com conceitos e validação das pesquisas.

O coordenador do Cidacs, Mauricio Barreto, afirma: “A maioria dos medicamentos são liberados para uso com conhecimento limitado sobre efeitos adversos. Até pouco tempo toda ênfase era na eficácia do medicamento. Então era ótimo. A gente está diante de algo desconhecido. Não é simples o problema. Devemos colocar muita energia para produzir algo diferente do que já tem”.

Vencer tais dificuldades e dar alto grau de acurácia às informações sobre problemas de Efeitos Adversos de Medicamento é o que mobiliza além do Cidacs e Anvisa, integrantes do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), Cefet-Rio de Janeiro, das universidades federais da Bahia (Ufba), do Recôncavo Baiano (UFRB), do Espírito Santo (Ufes) e do Ceará (UFC).

As frentes de trabalhos, chamadas de pacotes, contemplam a verificação de conceitos, o alinhamento das diferentes bases de dados que serão utilizadas, tratamentos dos dados, simulações metabólicas dos organismos para verificar as reações aos medicamentos e a validação das evidências. Além da gestão, entre as frentes está a disseminação que visa articular a comunicação entre os diferentes pacotes, fazer a comunicação externa para prestar conta à sociedade e também aos parceiros do projeto.

 

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