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Exposição à violência tem maior correlação com asma do que fumo passivo

em 20 de Fevereiro de 2019
Intervenção militar no Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Rio de Janeiro

Falta de segurança no trajeto de casa até a escola, ter presenciado conflitos com arma de fogo, ter sido vítima de agressão por familiares. Pode soar estranho, mas esses fatores podem ter forte correlação com a prevalência de asma em adolescentes de 13 a 15 anos. Isso é o que aponta o estudo liderado pela pesquisadora do Cidacs, Rita Ribeiro, publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health.

A investigação Social, Environmental and Behavioral Determinants of Asthma Symptoms in Brazilian Middle School Students—A National School Health Survey (Pense 2012) analisa fatores sociais, psicossociais e ambientais na prevalência de asma em pessoas em idade escolar. Para fazer a pesquisa, os investigadores selecionaram as variáveis em que o estudante mostra o quanto se sente seguro no trajeto da escola, com que frequência presenciou um conflito com arma de fogo, constância de ser vítima de agressão, da presença de familiares nas atividades escolares, quantidade de amigos, entre outros.

Em seguida, observaram o quanto eles apontam ter crise de asmas e seus sintomas. O estudo utilizou dados do Pense 2012, que investigou alunos de 13 a 15 anos de diversas escolas do Brasil.  O estudo também observou o fator cor de pele, ter pai e mãe em casa, frequência de exercícios físicos, ser fumante, ter dificuldades para dormir, sentimento de solidão e sentir-se incompreendido.

Outras pesquisas

Um estudo que observou 1.445 crianças de 4 a 11 anos, moradoras de Salvador (BA) e estudantes de escolas públicas, anteriormente publicado na revista internacional BMC Bioinformatics (edição de julho de 2018), já apontava fatores sociais correlacionados a doença. A partir de exames de sangue, fezes, dados genômicos e de questionários socioeconômicos, nutricionais e psicológicos os pesquisadores observaram que há correlação entre condições da habitação, hábitos de higiene, hábitos alimentares, a presença de transtornos psíquicos e asma.

 

Pesquisador(es): Rita de Cássia Ribeiro Silva.

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