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Do campo à indústria farmacêutica: o vasto campo da bioinformática

Bioinformática em 30 de novembro de 2018
Foto: Nucom/Cidacs

A aplicação da bioinformática vai desde a produção de fertilizantes à simulação metabólica para conferência de Efeitos Adversos a Medicamentos (EAM) escritos em bula e que podem ou não ser os reais efeitos. Essa disciplina que foi incorporada ao Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) foi o tema do Café Científico, realizado na terça-feira, dia 27 de novembro.

Para essa conversa, o pesquisador do Cidacs/Fiocruz Pablo Ivan Ramos deu início ao evento retomando os idos dos anos 2000, quando em 26 de junho de 2001, foi anunciado ao mundo, após treze anos de trabalho, o sequenciamento genético completo do ser humano, era o projeto genoma, capitaneado por norteamericanos, que ganhava visibilidade internacional. A descoberta, à época, custou bilhões de dólares e hoje, passados 17 anos, com menos de mil dólares se produzir a sequência genômica inteira de um ser humano.

E é graças aos esforços implementados na genética que, a partir da base de dados gerados por pouco menos de 10 norteamericanos que se pode compreender ainda mais sobre marcadores de doenças, a gramática da genética e tudo isso pôde ampliar a bioinformática. Essa disciplina definida como uma fusão de saberes da computação, da biologia, estatística e biomedicina.

Além dos bancos de dados genômicos abertos, a difusão dessa disciplina se dá pelo baixo custo de produção, diferente da pesquisa básica – aquela com cientista de jaleco, com ensaios clínicos, custos muito maiores e desafios do uso de cobaia. O Café também serviu para desmitificar a ideia de que o ser humano é o mais complexo dos seres, quando o bioinformata mostrou existência de outros seres muitos mais complexos e que, geneticamente, os humanos se diferenciam entre si “por uma bactéria de diferença”. O genoma da Escherichia coli tem a mesma dimensão da diferença entre seres humanos no DNA (desoxirribonucleico).

“O que temos hoje ainda é muito aquém de tudo que se pode ser feito”, declarou o bioinformata Pablo Ivan Ramos. Referindo-se ao fato de que os genomas sequenciados de humanos são de norteamericanos e não dão conta de aspectos da miscigenação ainda mais frequentes em povos latinos, por exemplo. Contudo, evidenciou-se o potencial da disciplina que ainda pode ser muito mais explorado.

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