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Cidacs recebe contemplados em chamada da Gates no Brasil

GCE em 25 de Janeiro de 2019
Cidacs desenvolveu o dataset Coorte de 100 Milhões SIM-SINASC para disponibilizar para os grantees

Os 14 selecionados para o Grand Challenges Exploration (GCE) Brasil Saúde Materno-Infantil participaram nesta quarta e quinta-feira, 23 e 24 de janeiro, de um workshop no Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia). Os grantees, como são chamados, vieram conhecer as estruturas do centro e como será esta parceria. Esta é a primeira chamada do GCE no Brasil focada na ciência de dados.

Em mais uma etapa do desafio que mobiliza pesquisadores e interessados em compreender as questões da saúde materno-infantil a partir da ciência de dados, a Gates Foundation, o Ministério da Saúde, a Global Health Strategies (GHS), estão apoiando trabalhos que propõem o uso de dados para compreender ou diminuir desafios de saúde pública como prematuridade, baixo peso ao nascer, excesso de cesáreas.

Para viabilizar a execução dos projetos, o Cidacs irá fornecer nesta parceria extrações de de um dataset desenvolvido no centro, já tratadas, harmonizadas e linkadas pelo Núcleo de Produção de Dados (NPD). As cientistas de dados Daniela Almeida e Gabriela Borges explicaram como o NPD construiu a Coorte de 100 Milhões SIM-SINASC e como foi feita a vinculação com a base de dados do Sistema Nacional de Nascidos Vivos (Sinasc) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Além disso, foi desenvolvido um aplicativo de visualização de dados para que os grantees possam ver as variáveis que estão disponíveis e a distribuição dos dados. Dessa forma, todos poderão analisar as informações previamente.

Saiba mais sobre a participação do Cidacs na chamada

Grantees

Entre os trabalhos contemplados, está o da pesquisadora Alexandra Brentani, da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo (USP), que pretende cruzar dados de poluentes com informações de setores censitários para estabelecer limites críticos de poluição do ar para a saúde infantil. O professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fernando Mattar, vai avaliar do ponto de vista econômico a transferência de renda e como a mudança de regras do programa Bolsa Família altera os desfechos de saúde.

O pesquisador Tiago Carvalho do Instituto Federal da São Paulo (IFSP) vai utilizar os dados do Cidacs, por exemplo, para predizer riscos de morte neonatal, simular o impacto de políticas públicas e gerar visualização de dados, utilizando entre as metodologias o Aprendizado de Máquinas. A professora Andreza Lucas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) quer avalia o impacto intergeracional de transferência de renda na saúde dos recém-nascidos. Dessa forma, por exemplo, vai ver como as avós beneficiárias impactam nos diversos desfechos de saúde de quem acaba de nascer.

Já o pesquisador do Instituto de Comunicação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT/Fiocruz), Marcel Pedroso, veio apresentar o trabalho “Avaliar o impacto de intervenções hospitalares de aleitamento materno na saúde infantil. A pesquisa, que está sob a liderança do grantee Cristiano Boccolini, visa acessar todos os registros duisponibilizados dos 63,8 milhões de nascidos vivos no Brasil entre 1994 a 2016 para estimar número de mortes evitáveis e compreender o papel de iniciativas de políticas públicas na saúde de bebês. Pedroso, que coordena a Plataforma de Ciência de Dados aplicada à Saúde, também está envolvido com outro projeto contemplado nesta chamada do GCE.

Em uma próxima etapa, os grantees brasileiros se reencontrarão em Nova Délhi, na Índia, com pesquisadores do país e do continente africano. Os 14 selecionados têm 18 meses para desenvolver os projetos que propuseram, por meio de um financiamento de 100 mil dólares.

 

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