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Cidacs participa de evento sobre abertura de dados na Fiocruz

Dados Abertos em 15 de junho de 2018
A mesa contou com diferentes nomes para tratar da disponibilização, organização e acessibilidade dos dados.

O volume de dados e de bases de dados sobre saúde no Brasil é vasto e potente, mas há desafios a serem vencidos uma vez que há diferentes bases, dispersas e desintegradas, comentou o coordenador do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), Mauricio Barreto, no evento “Abertura de Dados de Pesquisa na Fiocruz: perspectivas de um novo paradigma da Ciência”, realizado na manhã desta sexta-feira, 15 de junho, na Fiocruz, Rio de Janeiro.

Todos esses desafios e potências fazem com que os dados abertos e a ciência de dados estejam mudando o fazer científico. “São mudanças importantes, epistemológicas, que vão afetar a todos nós, principalmente, os jovens pesquisadores”, disse Barreto. “Daqui há 10 ou 20 anos, a epidemiologia vai ser totalmente diferente. Esse modelo de hoje é custoso”, comentou o epidemiologista e pesquisador Sênior da Fiocruz Bahia, argumentando que os cientistas levam muito tempo para responder às perguntas de pesquisas, há problemas de gestão e desafios culturais no modo de fazer investigação científica atualmente. Tudo isso se dá pela falta de gestão de dados, falta de transparência, pouca preocupação com a organização e reutilização dos dados e acessibilidade da informação.

O diretor de documentação da Universidade do Minho (Portugal) Eloy Rodrigues, referência mundial sobre o tema, comentou o panorama europeu no evento. Rodrigues contou que para levar a questão de abertura de dados e outras diretrizes da ciência aberta na Universidade foi instituído pelo reitor um grupo de trabalho. Com eles foram definidos que para ter abertura de dados é preciso ter infraestrutura que permita a gestão dos dados e que possibilite ao pesquisador o uso e acessibilidade desses dados.

A abertura de dados é uma questão posta na Fiocruz com propostas de promover um novo fazer científico, mais colaborativo, transparente e sustentável. Isso implica em utilizar dados e deixá-los disponíveis para que outro pesquisador possa reutilizá-los para responder outra pergunta de pesquisa da mesma ou de diferentes áreas do conhecimento.

Participou do evento também o vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) da Fiocruz, Manoel Barral, que falou sobre a visão estratégica da fundação sobre a Abertura de Dados,o advogado especialista em proteção de dados e privacidade Danilo Doneda e a pesquisadora do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde da Fiocruz (INCQS/Fiocruz), Vanessa Arruda; e a coordenadora de Informação e Comunicação da VPEIC e do Grupo de Trabalho em Ciência Aberta da Fiocruz (GTCA), Paula Xavier, que apresentou um panorama geral sobre a temática.

Agenda institucional

O evento marca o início da discussão com a comunidade da Fiocruz sobre a abertura de dados de pesquisa na instituição. O evento também oportunizou a apresentação do “Termo de Referência: Gestão e Abertura de Dados para Pesquisa na Fiocruz”, um documento elaborado pelo GTCA para subsidiar o início do debate sobre a temática.

O GTCA
O Grupo de Trabalho em Ciência Aberta da Fiocruz (GTCA) foi iniciado em março de 2017 sob coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz) e financiamento do Ministério da Saúde através da Plataforma Zika, do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia). O GTCA também está vinculado ao Observatório em Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, da Fiocruz, e já produziu o livro “Ciência aberta e dados abertos: mapeamento e análise de políticas, infraestruturas e estratégias em perspectiva nacional e internacional”, que sistematiza e analisa as experiências de oito países e da União Europeia em dados abertos.

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