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Segregação racial e econômica no Brasil: uma análise nacional das desigualdades socioeconômicas e socioespaciais

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Resumo:

Este artigo tem como objetivo analisar a segregação residencial por raça (segregação racial) e renda (segregação econômica) no Brasil e explorar sua relação com fatores socioeconômicos e socioespaciais. A segregação residencial foi avaliada pelo índice de dissimilaridade baseado no Censo Demográfico de 2010 e considerando setores censitários urbanos, uma vez que a segregação é entendida sociologicamente como um problema urbano. Os resultados mostram que a segregação racial é mais evidente nas cidades do Sul e Sudeste do Brasil, atingindo principalmente a população autodeclarada preta. A abordagem utilizada para calcular a segregação econômica envolveu examinar o nível de renda de diferentes grupos de baixa renda. Portanto, consideramos as famílias que ganham entre 0 e 1 salário mínimo – o grupo de maior vulnerabilidade social. Não encontramos correlações significativas entre os índices de segregação racial e de renda com fatores como a urbanização (tamanho da população urbana). Por fim, apresentamos os índices de segregação racial estratificando as famílias por faixas de renda para as 27 capitais brasileiras e concluímos que a renda domiciliar per capita é fator preponderante para a segregação dos mais pobres, principalmente nas famílias cujos moradores se autodeclaram pretos.

Autoria: José Firmino de Sousa Filho, Sara Costa Pedreira, Gervásio Ferreira dos Santos, Joanna Miguez Nery Guimarães, Andrêa Ferreira, Flávia Jôse Alves, Gabrielle R. Nascimento, Aureliano Sancho Souza Paiva, Roberto Andrade, Emanuelle Góes, Mauricio Barreto, Estela Aquino.

Periódico: Revista Brasileira de Estudos de População

Ano de publicação: 2024

DOI: https://doi.org/10.20947/S0102-3098a0247

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