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Cinco vezes que o Cidacs contribuiu para discussões e propostas de políticas públicas

Escrito por Jéssica Guanabara  em 26 de maio de 2025

Fazer pesquisa científica em prol da melhoria da saúde da população brasileira está no DNA do Cidacs. Por isso, os resultados das pesquisas apresentados pelo centro pautam discussões e são tão importantes que até mesmo embasam propostas de políticas públicas.

Inspirado na menção recente de um estudo do Cidacs em um Projeto de Lei voltado para a saúde mental dos jovens, confira as cinco vezes que o Cidacs participou de debates na esfera política e pautou novas ações e decisões tomadas pelo governo.

 

1️⃣ Saúde mental dos jovens

A saúde mental da população brasileira é amplamente pesquisada no Cidacs, gerando resultados que motivaram ações e políticas públicas em todo o país.

A deputada federal Maria Rosas protocolou, em 2024, na Câmara dos Deputados um pedido de informações ao Ministério da Saúde sobre políticas e ações envolvendo a saúde mental dos jovens brasileiros, citando um estudo do Cidacs sobre o aumento de casos de suicídios e autolesão em jovens nos últimos anos.

Esse mesmo estudo foi citado mais duas vezes em 2025: em fevereiro, quando o Estado de São Paulo protocolou uma lei que assegura o acompanhamento psicológico e psiquiátrico gratuito para crianças, adolescentes e jovens, até 24 anos, na rede pública de saúde do Estado, e pelo relator de Projeto de Lei 270/2020, que obriga escolas a denunciarem casos de violência contra jovens ao Conselho Tutelar, em especial em casos de suicídio e autolesão.

 

2️⃣ Artigo 13 da LGPD

O Cidacs era apenas um “bebê” de dois anos quando começou a dar os primeiros passos na discussão de políticas públicas.

Após visita do relator do ainda projeto de lei ao Centro, o deputado Orlando Silva, o pesquisador Maurício Barreto, coordenador do centro na ocasião, foi convidado para o  “Seminário de Proteção de Dados”, na Câmara dos Deputados, em 2018, onde defendeu o uso de dados em pesquisas científicas.

O Brasil estava implementando a Lei Geral de Proteção de Dados e a fala de Barreto foi importante para que o Artigo 13 fizesse parte da lei, garantindo o acesso aos dados da população brasileira para a realização de pesquisas científicas.

 

3️⃣ Rede CoVida

Em conjunto com a Universidade Federal da Bahia, o Cidacs articulou uma rede de pesquisadores a fim de contribuir para informação científica confiável durante a pandemia por Covid-19. O projeto atuou durante a pandemia, com uma equipe multidisciplinar de pesquisadores voluntários que chegou a reunir 200 profissionais. A iniciativa gerou um dos primeiros dashboards de monitoramento de casos do Brasil, curadoria de artigos científicos confiáveis, boletins, revisões e notas técnicas, comunicação científica de excelência, além da previsão de novas ondas, por meio da modelagem matemática. O trabalho realizado conseguiu prever aumento de casos de infecção em estados a ponto do Ceará, por exemplo, desistir da flexibilização e prorrogar o isolamento no início da pandemia, ao receber a previsão de que o estado seria o primeiro a atingir o pico da doença em 2020.

 

4️⃣ Crianças mais altas e obesas

Pesquisadora responsável pelo estudo participou de sessão da Alerj Saúde, Comissão de Saúde que cuida dos assuntos relacionados ao sistema de saúde pública do Estado do Rio de Janeiro, para discutir descobertas que mostraram que as crianças brasileiras estão 1cm mais altas e mais obesas.

O estudo, de 2024, se baseou na observação das medidas de mais de cinco milhões de crianças brasileiras, e aponta: entre 2001 e 2014. O crescimento na altura das crianças brasileiras reflete o desenvolvimento econômico e as melhorias das condições de vida de anos passados.

Porém, novos padrões na dieta – com destaque para o papel dos ultraprocessados –, e o aumento do comportamento sedentário e inatividade física contribuem para esse cenário, embora a obesidade seja uma doença complexa e multifatorial.

 

5️⃣ Plano de Ação contra Arboviroses

A implementação do sistema ÆSOP (Alert-Early System of Outbreaks with Pandemic Potential), que integra múltiplas fontes de dados para ajudar autoridades de saúde a identificar antecipadamente possíveis surtos, permitindo ações preventivas antes que a transmissão se intensifique, entrou no Plano de Ação para Redução da Dengue e outras Arboviroses, do Ministério da Saúde.

O suporte que o sistema dará ao combate às arboviroses será no Eixo 2, voltado para a vigilância a curto, médio e longo prazo. A ideia é acompanhar, de forma rigorosa, os principais indicadores de vigilância e de assistência, capazes de permitir a detecção precoce de quaisquer alterações no padrão de ocorrência das arboviroses.

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