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Abrascão 2022: a participação do Cidacs no pré-congresso

Escrito por Raíza Tourinho, Mariana Sebastião e Karina Costa  em 21 de novembro de 2022
Imagem: Tiago Carneiro - ABRASCO

Enquanto as últimas estruturas eram erguidas no Centro de Convenções de Salvador, neste final de semana (19 e 20), a movimentação nas salas do empreendimento já davam uma amostra do que vem pela frente no 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o Abrascão, o maior da área que ocorre no local entre os dias 21 e 24 de novembro.

O Centro de Integração de Dados e Conhecimentos (Cidacs/Fiocruz Bahia) foi apresentado em duas iniciativas durante o pré-congresso: a reunião “Cidacs: ciência, tecnologia e inovação na avaliação de políticas públicas e no fortalecimento do sistema único de saúde” e a oficina “Avaliação das Inequidades em Saúde: Índice Brasileiro de Privação (IBP) e de Desigualdades Sociais em Saúde para Covid-19 (IDS-COVID-19)”.  A abertura do congresso, na noite de domingo, contou ainda com o reconhecimento de uma das pesquisadoras associadas ao Cidacs, Emanuelle Góis, homenageada pela trajetória de pesquisa, por ocasião do Dia da Consciência Negra.

Na abertura do evento, o coordenador do Cidacs, Mauricio Barreto, que é presidente de honra do evento, falou sobre a relação entre saúde e democracia, tema do congresso, traçando um histórico e saudando os novos tempos. “Um novo ciclo democrático se inicia em primeiro de janeiro. Gerando esperança e certeza que as políticas inclusivas pró-equidade, pró-meio ambiente, serão retomadas e fortalecidas. Começaremos um novo período de avanços na saúde da população brasileira. Este congresso é para celebrar e formular ideias a serem apresentadas nesse novo renascer democrático”, sinalizou. Confira abaixo o discurso completo.

Reunião

O intuito foi apresentar o funcionamento do Centro, e para isso, seus integrantes falaram sobre a plataforma de dados, a gestão dos dados dentro da instituição, o processo de disseminação científica das informações, além de mostrar resultados de pesquisas realizadas.

Na reunião, os congressistas conheceram todos os líderes de setores operacionais e puderem compreender os desafios de construir uma estrutura computacional compatível com a necessidade das análises observacionais que são feitas na ordem de milhões de indivíduos. Ainda nesse encontro, não bastava falar do desafio do ambiente de análise, do suporte, houve também o empenho em descrever como os dados são tratados, vinculados e protegidos, bem como é feito o trabalho de preservação do ciclo de vida desses dados na Plataforma de Dados, liderada por Roberto Carreiro, que integra os diferentes núcleos de Tecnologia da Informação, liderado por Fabrício Soares, Produção de Dados, liderado por Samila Sena, Segurança da Informação, com a liderança de Eliseu Torres e Curadoria, com a líder Maíra Lima.

No fim do primeiro dia, a equipe de Comunicação, liderada por Raíza Tourinho, que falou do trabalho de divulgação e destacou o Engajamento Público da Ciência que atuou na Construção do Índice de Desigualdades Sociais para a Covid-19 (IDS), com a apresentação de Mariana Sebastião. E a sessão encerrou com a pré-estreia do documentário “Além do Distanciamento: diálogos para entender as desigualdades da pandemia de Covid-19”. O material traz uma narrativa de como fazer ciência envolvendo diferentes setores públicos e ainda rememora a crise sanitária e o modo desigual como ela atingiu as populações mais vulneráveis.

O segundo dia foi o momento da equipe de pesquisa descrever seus projetos, o andamento, a metodologia. Aline Rocha, Camila Teixeira, Dandara Ramos, Elzo Pereira Júnior, Luciana Cardim, Naiá Ortelan, Ila Falcão, Poliana Rebouças, Maria Auxiliadora e Thiago Cerqueira, todas pesquisadoras associadas ao Cidacs, levaram para o público as investigações robustas que atuam com objetivos de compreender a determinantes da mortalidade infantil, saúde materno-infantil e o papel da Atenção Primária de Saúde, com diferentes abordagens, além de projetos com vacinação em relação a Covid-19 e a sífilis.

“Nesses dois dias a gente conseguiu visualizar a quantidade de possibilidades científicas com o uso e reuso de dados para produção do conhecimento. Acho que a principal mensagem é essa”, classificou Elzo Pereira Júnior, pesquisador associado ao Cidacs e coordenador da reunião sobre o Centro.

 

Curso

Outra iniciativa do Cidacs foi a promoção do curso “Avaliação das Inequidades em Saúde: Índice Brasileiro de Privação (IBP) e de desigualdades sociais em saúde para covid-19”. O IBP avalia a privação material, um estado de desvantagem que é enfrentado por indivíduos, famílias e grupos, nos municípios e setores censitários no Brasil. O IDS-COVID-19, por sua vez, avalia os efeitos das desigualdades sociais em saúde nos municípios durante a pandemia.

Nas tardes de sábado e domingo, pesquisadores detalharam a metodologia e o processo de construção dos dois Índices. Para isso, discutiram conceitos básicos, como o de privação, quais estratégias metodológicas utilizadas para produzir os indicadores e mostraram possíveis aplicações dessas ferramentas. Também fez parte da programação do curso o relato da experiência de engajamento público no processo da pesquisa.

Confira a programação completa sobre a participação do Cidacs no Abrascão 

 

 

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