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Cidacs no Abrascão 2022: Salvador recebe primeiro encontro presencial pós-pandemia

em 11 de novembro de 2022

 Confira a participação do Cidacs/Fiocruz Bahia no maior congresso de saúde coletiva do Brasil

Por Adalton dos Anjos

“Saúde é democracia: diversidade, equidade e justiça social”. Este é o tema central do 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, conhecido como Abrascão, que ocorrerá entre os dias 19 e 24 de novembro de 2022, no Centro de Convenções em Salvador (BA). O espírito do evento realizado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) está profundamente articulado com a missão do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde e, por isto, a comunidade do Cidacs/Fiocruz Bahia propôs diversos trabalhos e estará presente em várias atividades desde o período do pré-congresso. 

Vai participar do Abrascão em Salvador (BA) e quer fazer uma visita técnica nas instalações do Cidacs? Cadastre-se neste link:  https://bit.ly/VisitaAoCidacs

A edição do Abrascão em Salvador é repleta de significados para o Cidacs. Em primeiro lugar, o coordenador do Cidacs, Mauricio Barreto, é o presidente de honra do Congresso. “É uma honra grande estar participando ativamente e contribuir para o sucesso do Abrascão. O congresso reflete um campo vibrante, com muitos debates vigorosos na busca por soluções na saúde da população”, afirma o pesquisador, que foi vice-presidente da Abrasco entre 2006 e 2009. 

Além disso, este será o primeiro Abrascão depois da pandemia de Covid-19. Neste período, a Abrasco e o Cidacs, através da Rede CoVida, estiveram juntos em diversas iniciativas com o objetivo de contribuir para mitigar os efeitos da pandemia no país através da produção de conhecimento qualificado e compartilhamento de recomendações sobre serviços de saúde, políticas públicas, tomadas de decisões individuais e orientações para gestores. Para a edição, Webinários, mesas-redondas, manifestos e outros materiais foram produzidos em conjunto para estabelecer comunicação científica com diferentes segmentos da sociedade. 

O evento presencial da Abrasco será mais uma oportunidade de reunir pesquisadores, profissionais, estudantes e movimentos sociais brasileiros e internacionais para discutir as diversas desigualdades no país. Estão sendo previstas a presença de mais de 7 mil pessoas nas centenas de atividades previstas e distribuídas entre cursos, oficinas e reuniões no pré-congresso (19 e 20 de novembro) e conferências, comunicações coordenadas, mesas redondas, sessões assíncronas, atividades culturais, mostras, painéis, debates, cafés, rodas de conversa, palestras e sessões especiais. Toda a programação poderá ser acessada aqui.

Cidacs no Abrascão 2022 

Cerca de 30 atividades síncronas e dezenas de sessões assíncronas propostas pela comunidade do Cidacs estão previstas durante o Abrascão 2022. Reuniões, cursos, mesas redondas, comunicações coordenadas são alguns exemplos de atividades programadas. No pré-congresso, os destaques são o Fórum sobre o Cidacs, que apresentará as iniciativas, atividades, metodologias e resultados de pesquisas do Centro, e o curso sobre a avaliação de inequidades em saúde, sobre o Índice Brasileiro de Privação (IBP) e Índice de Desigualdades Sociais para Covid-19 (IDS-COVID-19). Além disso, duas oficinas também estão previstas para o pré-congresso sobre técnicas computacionais para o estudo qualitativo de plataformas digitais e sobre os fundamentos filosóficos para a conceituação da saúde. 

Durante o congresso, sete mesas redondas e painéis com a participação de membros do Cidacs, além de dezenove comunicações coordenadas serão realizadas. Os temas de discussão vão desde as desigualdades sociais, raciais e em saúde, passando pela atenção primária, saúde materno-infantil e pandemia de covid-19, além de trabalhos sobre a avaliação de políticas de transferência de renda, sobre os processos de curadoria de dados do Cidacs, de divulgação científica. 

O Cidacs também está organizando visitas técnicas para os congressistas que desejarem conhecer as instalações do Centro presencialmente. Um translado gratuito saindo do Centro de Convenções de Salvador para o Parque Tecnológico está sendo disponibilizado. Para garantir uma vaga basta preencher este formulário. 

Confira todas as participações do Cidacs no Abrascão 

  1. Pré-congresso 

Dia 19.11 (sábado):  

Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde (CIDACS): ciência, tecnologia e inovação na avaliação de políticas públicas e no fortalecimento do sistema único de saúde   9h às 17h   Mezanino B – Suíte 2B (60 pax) 
Avaliação das Inequidades em Saúde: Índice Brasileiro de Privação (IBP) e de desigualdades sociais em saúde para covid-19   14h às 17h  Mezanino A – Sala 101A (150 pax) 

 

Dia 20.11 (domingo): 

Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde (CIDACS): ciência, tecnologia e inovação na avaliação de políticas públicas e no fortalecimento do sistema único de saúde   9h às 17h   Mezanino B – Suíte 2B (60 pax) 
Avaliação das Inequidades em Saúde: Índice Brasileiro de Privação (IBP) e de desigualdades sociais em saúde para covid-19   14h às 17h  Mezanino A – Sala 101A (150 pax) 

 

  1. Congresso 

Dia 21.11 (segunda-feira): 

Entrei e agora? A experiência dos estudantes: 10 anos das ações afirmativas e os desafios em garantir a permanência e evitar a evasão  15h-16h30  Térreo B – Sala Sebastião Loureiro (Sala 3) – 400 pax  
Da maré verde à constituinte feminista: o lugar do Brasil nos processos recentes de descriminalização do aborto na américa latina  15h-16h30  Térreo B – Sala Alvaro Hideyoshi Matida (Sala 1) – 800 pax 
Grande Debate: Democracia é saúde no Brasil e no planeta terra  16h50-18h50  Térreo A – Sala Lélia Gonzalez (Plenária) – 4000 pax 

 

Comunicações coordenadas 

Produções sobre determinantes e determinação social da saúde: contribuições à elaboração de um modelo teórico para compreensão da promoção da saúde no Brasil.  13h10-14h40  Mezanino B – Sala Antônio Sérgio Arouca (Sala 102B) – 400 pax 
Como os aspectos estruturais da atenção primária à saúde influenciam a oferta de serviços de atenção à saúde materno-infantil no brasil?  13h10-14h40  Mezanino A – Sala Maninha Xukuru (Sala 103A) – 100 pax 
Caracterização dos nascidos vivos entre 2011 e 2015 segundo status de recebimento do Programa Bolsa Família durante a gravidez  13h10-14h40  Mezanino B – Sala Joana Azevedo da Silva (Sala 106B) – 150 pax 
Desigualdades raciais e maternidade adolescente: um estudo da Coorte de 100 Milhões de Brasileir@S  13h10-14h40  Mezanino A – Sala Ruben Mattos (Sala 106A) – 150 pax 

 

Diferenças raciais na densidade mamográfica no Brasil: implicações para o rastreamento mamográfico.  13h10-14h40  Mezanino A – Sala Ruben Mattos (Sala 106A) – 150 pax 
Desigualdades raciais na mortalidade de crianças de 1 à 59 meses no Brasil e seus fatores de risco: uma análise de mais de 13 milhões de nascidos vivos  13h10-14h40  Mezanino A – Sala Ruben Mattos (Sala 106A) – 150 pax 

 

22.11 (terça-feira): 

Comunicação, ciência e desinformação  15h-16h30  Mezanino B – Sala 100B (150 pax) 

 

Comunicação Coordenada 

Acesso à terapia antiretroviral e letalidade da AIDS, segundo níveis de escolaridade e raça/cor da pele: uma análise interseccional  8h30-10h  Mezanino B – Sala Antônio Sérgio Arouca (Sala 102B) – 400 pax 
Mortalidade na infância entre quilombolas, indígenas, negros não quilombolas e brancos no Brasil: um estudo na Coorte de 100 Milhões de Brasileiros  8h30-10h  Mezanino A – Sala Ruben Mattos (Sala 106A) – 150 pax 
Tendência temporal da prevalência e mortalidade infantil das anomalias congênitas no Brasil, de 2001 a 2018  13h10-14h40  Mezanino A – Sala Cida Lemos (Suíte 6A) – 90 pax 
Curadoria digital de dados de saúde como fonte de produção de conhecimento para o avanço científico  13h10-14h40  Mezanino B – Sala Davi Capistrano da Costa Filho (Sala 104B) – 100 pax 
Mediathon: uma aplicação inovadora na divulgação científica sobre saúde  13h10-14h40  Mezanino B – Sala Ricardo Bruno Mendes Gonçalves (Sala 100B) – 150 pax 

 

23/11 (quarta-feira):  

Palestra: Soberania e Saúde Global – Novos Desafios 10:20 – 11:50  |     Térreo B – Sala Alvaro Hideyoshi Matida (Sala 1) – 800 pax

 

Comunicações coordenadas 

Zika, cuidado e gênero: proposição de um modelo analítico à luz da classificação internacional de funcionalidade incapacidade e saúde  8h30-10h  Mezanino A – Sala Fran Demétrio (Sala 102A) – 400 pax 
O efeito do Programa Bolsa Família na morbidade e mortalidade por AIDS entre os mais pobres: um estudo de uma coorte de 22,7 milhões de brasileiros  13h10-14h40  Mezanino B – Sala Antônio Sérgio Arouca (Sala 102B) – 400 pax 
Contribuição da Rede CoVida na produção científica sobre a pandemia de covid-19: uma análise bibliométrica  13h10-14h40  Mezanino A – Sala Mãe Stella de Oxóssi (Sala 104A) – 100 pax 
Índice de Desigualdades Sociais Municipal para Covid-19 (IDS COVID-19) no Brasil  13h10-14h40  Mezanino B – Sala Roberto Geraldo Beruzzi (Suíte 2B) – 80 pax 

 

24/11 (quinta-feira):  

Eventos principais 

Você sabe quem está usando os seus dados pessoais? uma discussão sobre a governança dos dados de saúde no Brasil  10h15-11h45  Mezanino B – Sala 100B (150 pax) 
Efeitos desproporcionais da pandemia de Covid-19 e iniquidades sociais, raciais, étnicas e de gênero  10h15-11h45  Térreo B – Sala 1 (800 pax) 

 

Comunicações coordenadas 

Determinantes sociais e condições de moradia de mulheres quilombolas: uma análise a partir da Coorte de 100 Milhões de Brasileir@S  8h30-10h  Mezanino B – Sala Joana Azevedo da Silva (Sala 106B) – 150 pax 
Conformação de diretrizes de curadoria para garantir a qualidade de informações em saúde pública: proposta de conscientização utilizando os princípios fair e fact.  8h30-10h  Mezanino B – Sala Ricardo Bruno Mendes Gonçalves (Sala 100B) – 150 pax 
Tendencias e vulnerabilidades relacionadas às endemias de tuberculose e hanseníase  8h30-10h  Mezanino A – Sala 103A (100 pax) 

 

Abrascão tem tradição em ser grande 

Desde a primeira edição no Rio de Janeiro em 1986, o Congresso da Abrasco vem construindo uma história de sucesso com uma capacidade de agrupar diferentes atores relevantes para a construção da área da saúde coletiva e de defender posições importantes para transformar a vida política no Brasil e no mundo. A cada edição, milhares de pessoas têm discutido temas ligados ao próprio contexto da época como a Reforma Sanitária (1986, RJ), a prevenção das DST’s e Aids (1992, RS), as desigualdades (2003, DF) e ciência, tecnologia e inovação (2009, PE), por exemplo. 

A edição de 2022 resgata a frase de Sergio Arouca na abertura da 8ª Conferência Nacional de Saúde e ao movimento da Reforma Sanitária, “Saúde é democracia”. “Após os retrocessos democráticos vividos pelo Brasil desde 2016, e ainda na vigência da pior pandemia experimentada no absoluto abandono do poder executivo federal, as reflexões históricas da 8ª Conferência se reatualizam”, informa o Termo de Referência do evento. 

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