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Science Slam 2021 é vencido pela criatividade e inovação

em 9 de dezembro de 2021

Por Mariana Sebastião e Karina Costa

Se tem algo que a pandemia tem consolidado para a sociedade é que os cientistas precisam se aproximar mais das pessoas leigas. E foi isso que venceu na 3º edição do Science Slam do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), a epidemiologista Naiá Ortelan, que trouxe para o festival seu trabalho junto à Rede CoVida, sobre uso de máscaras e o papel da vacina. Ela levou o 1º lugar do júri técnico e ganhou também a Categoria Popular da disputa que envolveu outros 18 trabalhos. O anúncio dos vencedores foi feito na terça-feira, dia 7 de dezembro, e fez parte da celebração dos 5 anos do Centro.

Esta foi a primeira edição virtual do festival de divulgação científica, criado para disseminar os estudos realizados na instituição e foi apresentada por Diego Matos, integrante do Núcleo de Comunicação e Disseminação Científica do Cidacs/Fiocruz Bahia. Este ano, dezenove produções foram inscritas e analisadas por um júri técnico, que avaliou a clareza na passagem das informações para o público geral, a criatividade e o rigor na comunicação científica. As epidemiologistas Naiá Ortelan e Priscila Scaff e a médica veterinária Luciana Cardim obtiveram as avaliações mais altas e conquistaram os 1º, 2º e 3º lugares, respectivamente. Na categoria “Votação Popular”, o prêmio foi para o vídeo com mais curtidas nas redes sociais, que Naiá Ortelan também ganhou.

“Meus amigos fizeram uma força-tarefa, eles não só assistiram, mas se empolgaram em divulgar”, explicou Naiá, primeiro lugar nas duas categorias. Em seu trabalho ela criou uma reportagem e interpretou a jornalista, a população leiga e se trouxe como epidemiologista. Para Priscila, o mais significativo da experiência foi transformar a linguagem acadêmica num diálogo mais compreensível. “Foi uma oportunidade muito incrível, procurei usar outros recursos e foi desafiador. Deixa a gente mais próximo da comunidade”, completou. 

Além das categorias previamente anunciadas, pelo alto engajamento do seu vídeo na rede e por ter obtido na categoria técnica o 4º lugar, a equipe de comunicação concedeu à pesquisadora  Camila Teixeira uma Menção Honrosa durante a premiação. Para se adequar à versão digital, os pesquisadores que realizam o pós-doutorado elaboraram vídeos ou podcasts, de até cinco minutos de duração, para divulgar suas investigações ou conceitos científicos.  É possível assistir à divulgação dos premiados clicando aqui.

Raíza Tourinho, líder do Núcleo de Comunicação e Disseminação Científica do Centro, ressaltou que o empenho dos participantes foi fundamental. “Estamos muito felizes com as produções de todos, valeu a pena o esforço”. Os vídeos e podcasts foram divulgados no YouTube do Cidacs e desde a sua publicação, há cerca de uma semana, já somam mais de 30 horas de exibição. O canal também ganhou mais de 120 novos inscritos nos últimos sete dias. Toda a equipe de Comunicação do Cidacs tem atuado fortemente nas redes sociais e no site para divulgar as pesquisas e disseminar ciência. 

Juri Técnico

Três pessoas integraram o júri técnico e levou o pódio quem obteve a maior soma das notas. Os três jurados não possuem qualquer vínculo com a comunidade interna do Cidacs/Fiocruz Bahia e todos os anos são pessoas diferentes. Este ano, o médico de Família e Comunidade André Melo avaliou a clareza das informações transmitidas para o público geral. A jornalista Daniela Muzzi, doutora em Informação, Comunicação e Saúde e coordenadora da VídeoSaúde Distribuidora, da Fiocruz, analisou o rigor na comunicação científica. A professora de artes plásticas, Júlia Fadigas, foi a responsável por analisar a criatividade das produções. Cada um sem conhecer quem eram os demais jurados, enviaram suas notas em planilhas que geraram o resultado. 

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