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Cidacs, cinco anos: conheça um pouco da nossa trajetória

em 7 de dezembro de 2021

“Cinco anos não são cinco dias”, e para contar a história do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) vamos viajar no tempo e rever alguns acontecimentos que marcaram o desenvolvimento do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde.

No Cidacs, criou-se uma plataforma de dados para uso em pesquisa em saúde. Esta plataforma habilita o recebimento, armazenamento, processamento, preservação e disponibilização de grandes volumes de dados (big data).

Esta inovação propicia agilidade na produção científica, cujas evidências podem ser obtidas mais rapidamente, com baixos custos. Essa agilidade tem o potencial de impactar de forma decisiva na orientação de intervenções em saúde e em políticas públicas sociais, melhorando as condições de vida da população brasileira.

As bases de dados do Cidacs são construídas a partir de dados administrativos de vários sistemas sociais e de saúde do governo do Brasil. Cada base de dados governamental que é entregue ao Cidacs passa por diferentes procedimentos até estar habilitada para o uso em pesquisa científica.

Para que esses dados sejam utilizados em estudos científicos, é necessário que haja um tratamento, por meio de procedimentos de limpeza, padronização e harmonização. Assim, cada base de dados é estudada em sua especificidade, de modo que o tratamento e, posteriormente, a integração das diferentes bases, possibilitem que os dados respondam às questões científicas dos pesquisadores.

Para estruturar, gerenciar e analisar os dados e conhecimentos do Cidacs, a equipe tem crescido ano a ano. De 2017 até 2021 o Cidacs teve um crescimento de recursos humanos na faixa de 180%, passando de cerca de 60 pessoas em 2017 para 170 em novembro de 2021. Isso representa o desenvolvimento não apenas de tecnologias, mas também de inteligências de pessoas que se somam para atuar em situações adversas da Saúde.

Vale ressaltar que este crescimento, em plena pandemia, se deu ao fato de 4 novos projetos terem sido iniciados entre 2020 e 2021: Gates -APS, Google Platform e os dois projetos vencedores da iniciativa ICODA sobre a COVID-19.

Projetos e parcerias

O Cidacs possui, atualmente, 28 projetos ativos, além de 22 subprojetos, ou seja, trabalhos que se originaram através das propostas dos projetos estruturantes. Mas, todo mundo sabe que pesquisa científica não se faz sozinho, por isso, diversas parcerias e colaborações ajudaram o Cidacs a chegar ao patamar em que se encontra hoje.

Contando com membros em diversos países como Londres, Áustria e Estados Unidos, além de diversos estados brasileiros, o Cidacs desenvolveu parcerias importantes, como o recente acordo de cooperação com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Além disso, outras parcerias nacionais como o Instituto Butantan, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ajudaram o Cidacs a chegar ao patamar em que estamos hoje, com colaborações científicas em diversas Universidades do mundo, entre elas a Universidade de Glasgow, Universidade de Buenos Aires e a Universidade do Chile, que potencializado por parceiros como a Bill e Melinda Gates Foundation, Wellcome Trust e Newton Found, ajudaram o Cidacs a se tornar um centro de dados multinacional na área científica.

 

Coorte com dados administrativos: uma inovação

Um exemplo dos produtos inovadores é a Coorte de 100M de brasileiros, utilizada atualmente em mais de 40 projetos do Cidacs.

Esta Coorte é constituída por 130 milhões de indivíduos pertencentes a famílias de baixa renda (que recebem renda per capita de menos de 3 salários mínimos) que são elegíveis para programas sociais do governo federal, representando mais da metade população brasileira.

Para esta população existem informações socioeconômicas, demográficas, de moradia, saneamento, remuneração e trabalho, despesas, escolaridade, composição familiar, nascimentos e mortalidade.

Assim, foram identificados 114.001.661 de indivíduos e 40.542.929 de famílias. Para constituir as informações longitudinais foram extraídos os dados atualizados entre o período de 2006-2015. As atualizações cadastrais ocorrem para os beneficiários de programas sociais e para os indivíduos com alteração na composição familiar.

Doenças como a hanseníase, zika, dengue, Covid-19 além de pesquisas sobre problemas de saúde mental ganham com a Coorte de 100 milhões, um produto inovador para auxiliar as tomadas de decisões e eficaz para a elaboração de políticas.

Eventos

Com a pandemia, o número de eventos aumentou no Cidacs. Entre 2016 e 2019 foram 132 atividades realizadas com uma média de 30 participantes cada. Somente nestes dois últimos anos, tivemos 81 eventos, sendo 4 deles, realizados antes do isolamento social, de forma presencial. De setembro de 2021 para cá, a média de participantes por evento saltou para 58 pessoas.

Nesses 5 anos de Cidacs, foram realizadas mais de 80 visitas marcantes, contando com representantes da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, do Ministério do Desenvolvimento Social, do Banco Municipal, da Secretaria de Vigilância em Saúde e do Hospital Albert Einstein. Algumas dessas visitas vieram de fora do Brasil, com presença da The London School of Hygiene & Tropical Medicine e da Oxford University.

 

Marcos importantes 

Na história do Centro estão marcos importantes. Um deles foi a participação direta na na elaboração do artigo 13 da Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD – que versa sobre o uso de dados pessoais para estudos em saúde pública.

Outro marco foi a parceria com o Grand Challenge Exploration, uma modalidade de financiamento da Fundação Bill e Melinda Gates, que apoia iniciativas para resolver problemas globais de saúde. O Cidacs é um dos responsáveis por fornecer dados específicos para serem analisados pelas instituições contempladas na execução das suas propostas.

Rede Covida – Uma iniciativa que une Informação, Ciência e Solidariedade no enfrentamento ao novo coronavírus. Pesquisadores do Cidacs e da Universidade Federal da Bahia, associados a profissionais da comunicação, formaram um grupo com mais de 200 pessoas para monitorar a pandemia.

O trabalho envolveu a produção do Painel Coronavírus, com o monitoramento em tempo real sobre a Covid-19 no Brasil, a leitura de trabalhos científicos internacionais e a organização de documentos indicando as evidências científicas sobre o assunto. Também incluiu a produção de modelos matemáticos para predição da situação da pandemia, identificando melhor a necessidade de hospitais e as ações necessárias para evitar mais casos e mortes por Covid-19.

A Rede CoVida também abrangeu a produção e a contextualização de informações sobre a pandemia para diversos públicos, como jornalistas, gestores da saúde e a população em geral. Isso envolveu a promoção de cursos e debates pela internet, com públicos de até 3 mil pessoas, a produção de conteúdos para o site redecovida.org, além de áudios, vídeos, textos e ilustrações para redes sociais. A Rede tornou-se referência para a imprensa local e nacional na busca de informações confiáveis de interesse público sobre a pandemia.

Conheça na nossa linha do tempo os principais marcos do Cidacs

Imprensa

Ao longo de 5 anos, o Cidacs foi tema de centenas de reportagens e matérias publicadas em meios jornalísticos por conta do trabalho de pesquisadoras e pesquisadores. Estivemos nos meios impressos, na TV, no rádio e nos sites de jornalísticos.

Uma busca pela palavra “Cidacs” na aba de notícias do Google retorna mais de 700 resultados, inclusive com notícias publicadas em meios internacionais!

Neste tempo tivemos diferentes participações de disseminação do conhecimento. Entre as organizações de comunicação e pesquisa que repercutem os resultados e descobertas dos nossos projetos estão: Folha de S. Paulo, Imperial College London, Cientistas Feministas, O Globo, Abrasco, Veja Saúde, El País Brasil, A Tarde, Correio 24h, BBC Brasil, Correio Nagô, O Povo, CNN Brasil, AzMina, entre outras.

 

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